Organização Religiosa em São Paulo, SP - página 55
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Jacke Tayne , 30 setembro 2025
Ontem, dia 29/09/2025, participei do culto na Congregação Cristã da Água Rasa, que terminou às 21h40. Durante a parte final, a orquestra estava tocando e eu fiz uma pequena filmagem. Logo em seguida, uma irmã se aproximou de mim, com amor e cuidado, e me explicou que não era adequado filmar. Eu compreendi de imediato, agradeci e encerrei a gravação.
No entanto, o ancião da igreja se levantou e me expôs diante da irmandade, de forma constrangedora, como se fosse necessário me envergonhar perante todos. Essa postura me deixou profundamente desconfortável e envergonhada, principalmente porque já havia compreendido e atendido ao pedido da irmã.
Essa não foi a primeira vez que observei esse comportamento. Em outro culto de segunda-feira, presenciei esse mesmo ancião chamar a atenção de um irmão que havia se empolgado em seu testemunho. Ele o interrompeu em público, usando palavras ríspidas, em tom de bronca, o que também causou constrangimento para todos os presentes.
Quero registrar que acredito que a igreja deve ser um espaço de amor e acolhimento. Corrigir é necessário, mas deve ser feito com sabedoria, carinho e, se possível, em particular. A maneira como fui tratada me fez sentir exposta e diminuída, quando deveria ter sido acolhida.
Além disso, vale ressaltar que o culto terminou tarde (21h40), o que também é cansativo para muitos, especialmente senhoras e irmãos de idade avançada.
Outro ponto grave é que, no episódio do testemunho, o irmão que foi repreendido não era da congregação local, era um visitante. Após ser exposto e envergonhado em público, ele chorou de maneira desesperadora, em um tom que chamou a atenção de todos. Ficou claro que aquele choro foi fruto da vergonha e do constrangimento que passou diante da irmandade. Esse tipo de postura não apenas fere quem está na igreja, mas também afasta visitantes que poderiam estar buscando conforto espiritual.
Por fim, destaco que me senti acusada injustamente quando o ancião afirmou que “o inimigo poderia usar” por conta da filmagem, como se eu fosse instrumento de algo negativo, quando na verdade não tive má intenção.
Peço que este relato seja considerado como um pedido de reflexão para que o amor e o respeito, que sempre foram marcas da Congregação Cristã, estejam presentes também na forma como a liderança se comunica com a irmandade.