Sabe aquele plástico de embalagens, rótulos e de sacolas plásticas, que quase sempre é o terror de qualquer pessoa com um mínimo de preocupação com o meio ambiente? Ganhou um novo uso. Depois de três anos de pesquisas, virou um papel sintético, que agrega diferentes tipos de plásticos (PP, PE, EPS, entre outros). “Para cada tonelada de Vitopaper® produzido, retiramos das ruas e lixões cerca de 850 quilos de resíduos plásticos”, destaca José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel.
Nesta semana, a sua empresa e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) assinaram um contrato para a exploração comercial e licenciamento de patente do Vitopaper®, desenvolvimento conjunto entre a indústria e a universidade. “O resultado dessa união de forças é um produto inovador com características sustentáveis, boa performance na aplicação e que traz um benefício direto à sociedade”, disse Sérgio Fernandes, diretor industrial da Vitopel.
A explicação: o novo produto é similar papel “couché”, com a vantagem de ser extremamente resistente (não rasga, não molha) e permite a escrita manual com caneta de diversos tipos ou lápis, além da impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa. Ou seja, pode ser utilizado na impressão de livros técnicos e científicos, didáticos e até de arte. Além disso, neste processo, ele absorve menos tinta, gerando uma economia ao redor de 20% em relação a outros materiais. E, por ser de plástico, também é reciclável.
O produto foi lançado oficialmente no mercado em meados de 2009 e, de lá para cá, a Vitopel produziu mais de mil toneladas deste papel. Este ano, o trabalho da empresa foi no sentido de triplicar a produção.
Papel sintético - Indústria e universidade produzem material à base de plástico
09 novembro 2010
Publicado por Vitopel Do Brasil Ltda.